quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Te agradeço

Post número 500 e primeiro de 2012. Entretanto o assunto eu gostaria que fosse outro, mas não consigo pensar em outra coisa. A saudade aperta o coração, o pensamento fixo em você.
Ah, como gostaria que este dia fosse diferente. Adoraria acordar cheia de planos. Convidar seus amigos, seus irmãos, sobrinhos, primos. Ah, como eu gostaria de fazer uma festa surpresa e olhar seu rosto, surpreso e cheio de alegria, grato por ter tantas pessoas maravilhosas ao seu lado.
E nessa festa, agradecer por tudo o que você nos proporcionou, mesmo que em tão pouco tempo de convivência.
Como eu gostaria que você tivesse acompanhado minhas vitórias e até meus fracassos. Gostaria muito de ter compartilhado com você minhas dúvidas, decepções e teu colo.
Mas algo interrompeu nossa relação. Você se foi. Fiquei aqui, perdida.
E me encontro assim há quase 16 anos. Sem você.
PAI, hoje eu pensei muito em você e gostaria de lhe dizer muito mais, tudo o que eu não pude dizer nesses anos que não passamos juntos.
O que posso fazer é agradecer por ter sido meu pai e desejar que aí em cima, a festa esteja muito boa!
Feliz aniversário, paizinho.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Thank you 2011. Bring it on 2012!




Último dia do ano para escrever. Minutos finais de 2011. Não fiz lista alguma, nem de pedidos nem de resoluções para 2012.


Este ano foi intenso demais. Só quero agradecer e realizar. Tudo o que ainda me falta.

"Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final... O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é o meu único pedido". (Dalai Lama)




Até 2012!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Doce Novembro



Enfim, coisas boas, bons sentimentos, bons pensamentos, atitudes positivas!
Novembro chegou trazendo um pouco de paz e esperança. Milagres não acontecem por acaso na nossa vida. E o milagre de ver a vida com olhos mais felizes já torna o dia a dia mais leve.
Eu estou mais leve. Não estou 100% satisfeita comigo e com minhas escolhas, mas é o que eu tenho e o que eu sou no momento. Sinto que estou melhorando em algumas coisas, piorando em outras, mas na média, me sinto uma pessoa melhor sim, principalmente comigo mesma.
A vida é assim. Uns dias em alta, outros, em baixa. No roller coaster da vida, a gente aprende por bem ou por mal, pela dor ou pelo amor.
Eu prefiro o bem e o amor, mas às vezes, a dor insiste e toma conta. Entretanto, esses primeiros 15 dias de novembro têm sido bem constantes, mas com muitas decisões a serem tomadas. Algumas eu consigo resolver racionalmente, outras, sou tomada pelo tesão e aí, o que eu tinha em mente, se desfaz em milhares de pedacinhos, com apenas um beijo.
Mesmo assim, preciso tomar decisões. Não posso passar o novo ano com tantas expectativas e nenhuma resolução. Minha vida está em um momento muito bom. É claro que quero que esteja melhor, mas para isso, preciso me desligar de algumas coisas, pessoas e sentimentos. Será que consigo?
Eu tentei algumas coisas, mas falhei. Estou lutando contra sentimentos e neuras, mas mesmo assim, me sinto em paz. Não sinto mais aquela angústia, medo e ansiedade. Eu sei que pareço um pouco confusa, mas só preciso de um tempo. Preciso que os próximos dias sejam ainda mais doces.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Que venha Outubro!

(foto: Anne Geddes)






Agosto e Setembro não foram meses bons. Mesmo. Muita coisa ruim aconteceu, muitas notícias tristes e o pior para mim: me encontro no mesmo lugar há um ano.

Não sei como sobrevivi. A homepatia ajudou, mas o que valeu mesmo foi que minha visão de tudo isso mudou. Ou seja, ou chorava e me deprimia achando injusto tudo o que aconteceu ou recomeçava. Fiz as duas coisas. Chorei, esperneei, esbravejei, me deprimi....discuti com Deus, nas esperança de estar com a razão. Pronto, passou. Parece que estou mais forte. Pensando em recomeçar e sem planos. Porque meus planos nunca dão certo. Estou esperando que a vida me leve pra algum lugar. Tenho até dezembro, pois em 2012 eu recomeço. Não sei o que farei, mas até lá eu penso em algo. Aliás, acho que já recomecei, mas planos mesmo, só ano que vem. Agora nem quero pensar nisso. Eu pensei demais e só o que ganhei foi uma gastrite.

Também fiquei sabendo do sofrimento de pessoas queridas. Além disso tudo, fico me perguntando se o meu sofrimento é tão ou maior que o dessas pessoas. E então, me lembro de alguns ensinamentos espíritas e peço desculpas pelos meus péssimos pensamentos. Estou tentando ser uma pessoa melhor. De algumas pessoas me distanciei não porque queria, mas porque devo, se assim quiser ser um ser melhorzinho e não queimar no mármore do inferno... Gostaria muito que tivesse um final diferente, mas este, nem teve final... mal teve um início. De outras pessoas me afastei por falta de tempo e, de certa maneira, pessoas se afastaram de mim. Sinto falta, choro de saudades, mas a vida é assim. Amigos vão e vêm.

Enfim, agosto foi literalmente "o mês do cachorro louco". Então, fiz um pedido. Venha Setembro, mas por favor, traga coisas boas.

E Setembro chegou com duas lindas notícias. Anna e Cecília. Minhas sobrinhas gêmeas. Estou mais entusiasmada que a mãe. Quero comprar tudo o que vejo na frente. Tudo rosa! Já comprei bonecas para o dia das crianças e já estou me programando para comprar todo o enxoval porque minha irmã já não consegue se mover com aquele barrigão todo. Mas uma coisa eu digo: podemos estar preparados para tudo nessa vida, menos para a chegada de gêmeos. A primeira reação da minha mãe foi saber o que fazer com duas crianças. A minha foi chorar. De felicidade.

Mas hoje em especial, aliás, nos primeiros dias de Outubro tenho me sentido melancólica, tristezinha mesmo... Como se algo estivesse faltando.

Quero ajudar todo mundo, abraçar o mundo... mas como? Se nem consigo me ajudar? Quero fazer tudo ao mesmo tempo agora e resolver todos os problemas ontem... E o coração aperta no peito. A ansiedade volta com força. A tristeza chega de repente e se instala com pompa e circunstância. Me sinto impotente, só, sem rumo.

Apesar de estar no vácuo, no limbo, me sinto cada dia um tantinho mais forte. Estou com medo, porém. Visualizo o futuro sem grandes expectativas. Será que já desisti mesmo dos meus sonhos ou eles estão depositados em algum fundo falso de minha alma, esperando uma oportunidade para se tornar realidade?

Enquanto isso, deposito o restinho de força que me sobra esperando por um milagre em Outubro...

domingo, 7 de agosto de 2011

Tá ficando chato...

Já dizia a composição de Cazuza, Arnaldo Antunes e Zaba Moreau "respeito quem é radical/ respeito quem ama errado/ respeito o cara careta e o exagerado/ quem não gosta de criança/ e quer viver solitário/ quem odeia rock'n'roll mas gosta de um rebolado/ só não há perdão para o chato / perdão para o chato/ não há perdão/ o reino dos céus é do chato/ do chato, do chato/ do otário e do cagão".

O chato é o que pensamos que é politicamente correto, pois nos esquivamos de dar a cara à tapa, de buscar e exigir nossos direitos. A sociedade procura ser 100% ética em momentos que uma voz precisa ser ouvida. Nesse momento, cala-se o bom. Aquele que deveria ser exemplo à sociedade evita falar para não ser perseguido ou processado.

Aquela rebeldia que inicou nos anos 50 e se estendeu nas décadas de 60 e 70, onde o rock'n'roll ditava a moda, mudava comportamentos e influenciava gerações ficou para trás, guardada apenas na memória daqueles que sonhavam transformar o mundo. A década de 1960, conhecida como Anos Rebeldes graças aos grandes movimentos pacifistas ganhou um caráter político de contestação. Nessa época, era proibido proibir, regras inúteis ou sem sentido eram quebradas e discriminação era o mote que levava milhares de jovens às ruas. Ser radical naquela época pareceia ser a única saída.

Havia cerceamento da liberdade de expressão, afinal assombrava-nos a ditadura, mas as pessoas estavam lá para garantir seus direitos, para serem ouvidas em suas necessidades básicas. Não havia a tal vergonha alheia em lutar, em dar opinião ou exigir direitos.

Antigamente, protestava-se sem medo de ser processado. Hoje, o politicamente correto induz ao erro, à má interpretação. Hoje, são retiradas da língua portuguesa todas as palavras que, supostamente, carregam algum tipo de preconceito e chega-se ao cúmulo de aceitar a escrita errada para não discriminar. A educação, que deveria libertar e dar conhecimento para formar o eleitor e o cidadão, exclui.

Quem tem educação é menos enganado. Ter educação é ter acesso a mais saúde, mais segurança e mais cultura, pois ficamos conscientes do que realmente é necessário lutar. Quem tem educação não tem medo de se expressar. É esse o motivo que leva o governo a investir cada vez mais em presídios e cada vez menos em educação e ciência? Estamos convivendo com uma população cada vez mais massacrada por regras e leis inúteis e cada vez mais desatenta de seus direitos? Desatento aqui, é politicamente correto, infelizmente.

Hoje, ficou muito confuso se comunicar apesar do avanço tecnológico e das comunicações. Nada pode, tudo discrimina. Não há mais certo ou errado e sim, adequado e inadequado. Chamar uma pessoa de negra é caso de polícia. O politicamente correto é afrodescendente. Mas, e a cor na certidão? A minha é branca e isso não seria discriminatório? Tarado virou maníaco sexual, como se o nome pudesse explicar o ato em si. Sexo virou orientação sexual para não excluir pessoa alguma. Gay, nem pensar!

Graças ao politicamente correto, tudo ficou chato, certinho, hipócrita. O politicamente correto está acabando com todas as relações humanas, com a cultura dos países. Polêmica, hoje em dia, não vai além de "causar" nas redes sociais. O máximo é alcançar os trending topics para "fazer algum barulho".

A imprensa que deveria mostrar erros, indicar soluções e até mesmo coibir o politicamente correto está aderindo a essa moda infame. Faz o mau uso das palavras para incitar, para vender notícias. Poucos meios de comunicação vêm lutando para evitar que leis absurdas tornem nossa vida mais difícil, mas são raramente ouvidos pela população. Exemplos clássicos são a proibição de layout de farmácias que incitem a automedicação, as cotas universitárias e o mais recente, a aprovação pelo MEC de um livro didático que admite o erro de português e a recusa em retirá-lo de circulação. Todos eles excessivamente debatidos nesses meios de comunicação que enxergam além das cortinas e que não têm medo de denunciar.

Ninguém tem o direito de policiar ou julgar as ideias do outro. Entretanto, extremistas de plantão atacam sem dó nem piedade os esquecidos, pobres coitados que ainda usam essas expressões. O politicamente correto avança com uma velocidade devastadora em todos os setores de Brasília e de lá, cai no uso e, pior, no gosto do povão. Opa, desculpa, da população.

O chato é não lutar por causas justas. O chato é evitar discordar só porque alguém vai se sentir ofendido. Respeitar as diferenças e a opinião alheia é coisa diferente. E, acredite, parte disso é culpa nossa. A começar pela educação que damos em casa. Seja sincero: queremos um mundo melhor para nossos filhos, mas, estamos entregando filhos melhores para o mundo? Filhos capazes de enxergar o outro, de se doer pela minoria e lutar por eles? Nessa busca pelo tratamento especial estamos colaborando para o não desenvolvimento do país. Estamos regredindo e na verdade, oferecendo a nossos filhos não a chance de uma vida próspera e sim, a sua marginalização, pois quem não tem cultura não progride.

Respeitar aquele diferente de mim é incluí-lo como cidadão. Aquela pessoa diferente a quem não podemos chamar de negro, gay ou pobre, também paga contas e impostos, trabalha para seu desenvolvimento pessoal e para o futuro do país. O politicamente correto não aceita isso. O politicamente correto é chato porque tira do cidadão sua capacidade de progredir. E para isso não há perdão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Às vezes mais alma, outras, mais corpo...

Acordei com a sensação de ter dormido rodeada por anjos. Pode até ser o meu anjo da guarda, que, preocupado, pôs-se ao meu lado, a indagar o que faz comigo?

Preocupado com minhas decisões erradas, mesmo tentando me aconselhar - em vão - continua me guardando e me orientando e tentando colocar um pouco de juízo na minha vida, mesmo que por meio de sonhos.

Coitado, meu anjo já deve estar cansado de mim. Eu não o culpo. Tenho me penitenciado diariamente por minhas ações. A culpa me consome. Mesmo assim, não sei o que fazer para me livrar desses sentimentos angustiantes. Não aguento mais viver assim, desse jeito. Parece que o mundo foi retirado de meus pés. Tenho a sensação de estar vivendo no limbo, à espera de uma luz. Mas mea culpa...

Já cansei de pedir por ajuda ao destino. Sei que ainda permanecerei assim por algum tempo. Gostaria muito que esse tempo já estivesse no fim.

Entretanto, acredito que conformar-se com isso não é o suficiente para mim. E de acordo com Fernando Pessoa, conformar-se é submeter-se e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isso toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu vitória. Ficam satisfeitos, e satisfeito só pode estar aquele que se conforma, que não tem a mentalidade do vencedor. Vence só quem nunca consegue.

É por essa razão que acordo todos os dias esperançosa de receber uma ligação que possa mudar a minha vida. E o dia passa e a ligação não acontece. Nenhuma mensagem, nenhum e-mail. A angústia me devora... Vivo o dia pela metade... Impossível para alguém como eu viver a vida pela metade. Justo eu que vivo todos os dias de corpo e alma. Às vezes mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, inteira. E é por isso que eu não quero nada nem ninguém pela metade. A vida, como disse o Poetinha, é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida...

Também não prometa o que não pode cumprir, pois eu cobro. E muito caro. Não me subestime, não tenha pena, não me ignore. Não se desculpe e muito menos tente me domesticar. Não se atrase, não tente me entender. Apenas ponha-se ao meu lado e vele pelo meu sono.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O inferno do inverno

No frio, eu não sou eu. Fico chata, carente, triste. Quero tudo e não faço absolutamente nada. A preguiça me consome. O vento frio corta minha alma. Meu corpo dói. Meus pensamentos não são agradáveis. O dia cinza me entristece.

Nos dias frios toda minha fragilidade, tristeza e angústias afloram. Queimam minha pele, exalam pelos meus poros.

Não há nada no mundo que me faça aquecer. Te esquecer. Querer. Ah, como eu quero! Quero tanto que me esqueço do frio.

Às vezes penso se o frio trará alguma mudança. Afinal, a Terra se prepara para a próxima estação. Mas e eu? Eu sinto que estou estagnada nessa estação. Não vejo flores no futuro. Mas vejo pássaros. Um pássaro, talvez. O rouxinol talvez possa me trazer boas notícias já neste dia frio e cinzento de inverno...

domingo, 3 de julho de 2011

Com corpinho de 20 e mentalidade de 15

Passamos a vida tentando evitar situações que acreditamos que tiram nosso foco. Mas o que acreditamos ser distração, são na verdade, momentos que lembraremos para sempre e, um dia, na velhice, lembraremos com carinho.


Fico, às vezes, tentando colocar na minha cabeça que estou ficando velha, que não tenho mais energia para fazer as coisas que gosto, mas ainda me sinto como uma garota de 20 e poucos anos descobrindo coisas novas.


Apesar de todas as dores no corpo, eu ainda consigo me concentrar numa aula pesadíssima de Pilates e descobrir que eu comando meu corpo. Eu consigo fazer uma caminhada de 1 hora com corrida e perceber que ainda tenho fôlego pra mais! Eu ainda consigo sair pra balada e dançar até 4 horas da manhã. Tudo isso em apenas 24horas.


É bom descobrir coisas em mim que acreditei que não faria mais. Não digo apenas sobre baladas, mas descobrir que ainda me interesso pelo inusitado assim como me interesso pelo conhecimento.


Começo a ter mais interesse pela vida, mesmo que a minha vida esteja num momento que não me agrada. E não sentirei culpa, nem remorso. Apenas viverei esses momentos tentando absorver ao máximo tudo o que puder.

domingo, 26 de junho de 2011

Je t'aime




Ela acredita que sempre sonhou, mas nunca conseguiu se lembrar de todos. Alguns, de tão bons ou tão desgraçadamente feios, ela mal se lembra. Mas um, em especial, ela pede aos anjos todas as noites. Às vezes consegue, muitas não. Hoje, ela conseguiu. Pediu com tanta esperança e tanta vontade que foi atendida pelos céus.

Sonhou que andava pelo lugar mais lindo do mundo. Vestida com seu casaco vermelho que lembra muito o do Pequeno Príncipe de Saint-Exupèry, uma echarpe cobria seu colo branquinho e seu pescoço perfumado. O dia estava se pondo e ela pode ver as nuances de sua estrutura. Sua imensidão arrepiou-lhe os pelos de seu corpo mignon. Os últimos raios de luz atravessavam o emaranhado de ferros formando no chão sombras tão belas quanto sua forma.


Estava sozinha, mas feliz, e pensou então que gostaria que algumas pessoas estivessem ali com ela, compartilhando esse momento especial. Algumas que estavam longe mas presentes, outras que já tinham partido... Os pensamentos cessaram e percebeu então que estava ali há muito.


O dia passou e o sol começa a se esconder no horizonte. As luzes começaram a se acender. De repente, toda sua imensidão estava completamente iluminada. Piscavam como se tomassem vida. Ela então, sentou-se num banco próximo e apreciou a imagem como se nada mais nesse mundo fosse tão belamente construído. Encarava a imagem gravando, pedaço por pedaço, em sua mente.


Fitou-a por horas até sentir o frio em sua espinha congelar-lhe a alma. E só então, após gravar a imagem na memória, após sorrir como uma criança quando recebe o brinquedo que tanto pediu, após deixar rolar uma lágrima no canto dos olhos de tanta euforia e felicidade, é que seguiu em frente. Caminhou por baixo dela, despedindo-se com o coração eufórico e, ao mesmo tempo, imaginando se a veria de novo.


A garganta fechou. Coração disparado. Agradeceu aos céus a oportunidade de conhecer a obra de arte que o homem construiu ao céu aberto. Firmou o pensamento e continuou a caminhar. Despediu-se e pensou que seria melhor não olhar para trás, para ter a certeza que lembraria daquele momento pra sempre. Mas não conseguiu. Continuou seu caminho olhando fixamente para a torre na certeza que estaria ali outra vez. Sozinha ou acompanhada...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

16 de junho

Mãezinha, hoje, especialmente hoje, não quero bancar a filha difícil, quero apenas dizer o que deveria dizer o ano todo: amo você!

Hoje, mais que qualquer outro dia, quero agradecer por todo o seu apoio, amor, paciência e sabedoria, todos os puxões de orelha, todo o carinho e principalmente a amizade que recebo de você. Você é a base de minha vida, a força que me faz seguir em frente.

Sei que às vezes (leia-se sempre) sou a filha difícil, a desgarrada, mas mesmo longe, estou presente. Sinto falta do seu colo, dos seus carinhos, das suas palavras de incentivo e amor.

É por isso e muito mais que eu desejo que seu aniversário seja MARAVILHOSO e que você possa não apenas hoje, mas sempre, realizar todos os seus desejos. Sei que estes 72 anos foram repletos de alegrias e por isso desejo que os próximos sejam ainda melhores!

Sei que este momento jamais poderá ser resumido com simples palavras, pois tenho a oportunidade de conviver com uma mulher incrível que desperta em mim qualidades que às vezes desconheço ter, que me faz acreditar que o melhor ainda está por vir e me faz acreditar nesse futuro, com os pés bem firmes no presente.

Obrigada por tudo! Amo demais... feliz aniversário!

Questões

Estou tão cansada de lutar.
Estou cansada de ir de lá pra cá, sem rumo, sem lugar certo pra ficar.
Estou muito decepcionada comigo e com a profissão que escolhi...

Sinto que estou desperdiçando meu tempo e minhas forças insistindo em algo que parece não que não é para dar certo.

Me sinto cansada, angustiada, desiludida. Não recebo sequer respostas sobre os e-mais enviados.

Should I give up or should I just keep chasing pavements? Fico pensando nisso o tempo todo. Continuo insistindo? Devo parar e voltar minhas forças para algo diferente? Por que essa profissão me atrai e ao mesmo tempo me coloca pra baixo?

Por que insisto? Por que?

Não penso na fome que mata milhares, não penso na guerra santa, não penso na política externa, não penso na prisão tardia do Edmundo, não... apenas penso que preciso urgente sair dessa antes que pire a cabeça e seja internada de vez no Vera Cruz. Alguma sugestão???

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Inexplicavelmente

Percebi como tudo no inverno é mais intenso, mais difícil, mais dolorido, mais dramático, mais triste. É tudo over!

O inverno, que por sinal, ainda nem começou me faz ser uma pessoa insuportável. Eu não consigo conviver comigo. Me sinto triste, cinza, fria. Ah, Deus como é difícil enfrentar o inverno by myself...

No inverno, o tempo passa mais devagar. Tudo incomoda. Eu fico sem ritmo, descompassada. Quero tudo e quero nada ao mesmo tempo. A distância incomoda. Os sorrisos são forçados.

Nessa época, sinto saudades de tudo e de todos. As memórias pipocam o tempo todo na minha mente. Sinto falta dos amigos que nunca mais vi e da época que tudo era maius fácil ao lado deles. Sinto saudades de um futuro que imagino mas que tenho certeza que não será como eu gostaria. Sinto imensa saudades daquele aperto no peito ao lembrar de alguém que conheci e daquele frenesi de saber que alguém vai chegar...

Sinto saudades do meu primeiro amor, do segundo, do terceiro e do último e, inexplicavelmente, daqueles que ainda terei...

As saudades que tenho são também, acredito eu, de uma vida já vivida, pois carrego na alma uma ânsia de fazer, uma ânsia de ser, uma ânsia de amar e sou incapaz de dizer de onde ela vem.

"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos", dizia Shakespeare. Saudades é um sofrer constante. E aumenta conforme o frio chega. Repentina, na madrugada, me pego sonhando com algo ou alguém que não sei. Será que ela se manifesta mesmo minha alma tendo se recolhido? Não tenho descanso nem mesmo ao dormir?

Durante os meus dias, procuro me ocupar de coisas novas, diferentes, inusitadas. Procuro conhecer pessoas. Procuro por algo que não sei direito o que é. Algumas coisas me preenchem, outras eu passo, ignoro. Mas tudo isso só faz aumentar as saudades porque é muito pouco! E, parafraseando Charles Baudelaire, para mim, aos olhos da saudade como o mundo é pequeno!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Me conjugue



Procurei uma imagem que pudesse me descrever.

Apesar de escrever e escrever, sinto que não contei ainda tudo sobre mim. E por mais que tente, nesse momento, nenhuma palavra, nenhum gesto me satisfaz, me nomeia, me inspira.

Queria poder me reinventar todas as manhãs, ser alguém diferente. Realizar sem medo. Sem culpa.

Às vezes fico um pouco melancólica, mas é que o dia cinza e as noites frias me fazem ficar assim. Sou meio esquisita mesmo. O tempo e as pessoas têm uma influência muito grande sobre mim. Mas minha inconstância é passageira, assim como as luas. Charme de mulherzinha... você entende - e gosta -não é mesmo?

Meu conteúdo é misterioso. Nem mesmo eu sei o que se passa dentro de mim. Mas me diga, caro leitor, que pessoa em sã consciência diria saber o que se passa na cabecinha de uma mulher? Confesso: nem mesmo nós sabemos... Nascemos para ser amadas e não compreendidas. Portanto, não perca seu tempo. Ame-nos! Incondicionalmente.

Eu sinto um medo excitante em pensar que alguém pode me decifrar. E se assim o fizer, estarei eternamente aos seus pés. Mas, por enquanto, nem eu sou dona de mim... Neste blog há um pouco de mim e um tudo de meu mundo.

Mundo este que insisto em reinar soberana, absoluta. Dona única e exclusivamente de minhas vontades. Não me deixo domesticar. Medo? Ou mentira?

Às vezes me desespero, perdida no tempo e no espaço. Perdida em meus pensamentos. Perdida nas vontades absurdas que tenho... Ah cabecinha que não para um minuto de pensar. No que poderia acontecer, no que poderia ter acontecido, nos dias a contar no calendário...

Dias passam e os pensamentos correm soltos. Sinal de perigo. Fácil momento para me decifrar. Sou um verbo. Quer saber? Me conjugue...







Insolente

E cá estou, sem um pinguinho de sono. Revirando os sites em busca de inspiração. Mas para quê, penso eu... Minha vida já é plena de inspiração.

Talvez nunca tivesse percebido pois vivia olhando pra baixo, admirando meus sapatos de grife, mas nunca acreditava quando me diziam que era o centro das atenções. Eu? Justo eu que tenho um metro e meio (um pouco mais vai...), sem peito e desprovida de bunda, branca feito uma folha de papel? Que tenho eu pra oferecer??

Tenho um monte de amigas que pensam assim (como eu pensava) e nem descobriram o quanto são belas, fortes, sexy. Se fazem de duronas para enfrentar o mundo lá fora e afastam seus homens com uma tacada só. Certo estava Machado de Assis quando disse que as melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.

Difícil ser forte e mulherzinha ao mesmo tempo. Eu fico treinando aqui em casa. Me sinto insolente, me pego pensando em maldadezinhas, só pra sentir prazer.

Agora, sou boazinha quando quero. Obedeço às vezes. Exijo sempre. Inspiração não me falta...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Do lado negro da força

Sigo em ritmo de trator, passando por cima dos meus medos e das minhas angústias. De dia, atropelo tudo. À noite, reflito. Penso tanto que meu pobre travesseiro foge de mim, das minhas lágrimas.


Apesar dessa agitação toda, estou me cansando dessa vida de nômade. Leva malas pra lá, traz malas prá cá... Sem pouso, sem parada, vou seguindo, me atropelando às vezes e atropelando outras pessoas, não por maldade...


Sinto que preciso de um lugar. Preciso de tranquilidade, mas não consigo me ater a isso. Minha ansiedade me faz querer mais, me faz fazer mais do que o necessário. E à noite, o corpo cansado nem consegue dormir. Sonho muitas vezes com a mesma pessoa, coisa que nunca me aconteceu antes. Às vezes reconheço o rosto, outras não. Alguns são pesadelos. Mas a maioria das noites, eu passo acordada tentando achar uma explicação, uma saída, uma solução.


O que me deixa menos frustrada é saber que tenho amigas na mesma situação. Não sou a única a estar do lado negro da força.


Porém, me questiono se pensar mais em mim e nas minhas vontades me torna uma pessoa mais egoísta e com a grelha mais próxima das labaredas do inferno. Eu juro que tentei melhorar. Eu juro que tentei parar com meus vícios e de adquirir outros. Vou continuar me atropelando porque quero experiências. Como disse um amigo, prefiro errar tentando. Vou engolir o choro, enxugar as lágrimas e seguir meu ritmo. O problema vai ser acalmar minha consciência...


Com licença, vou ali focar e já volto...