terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um passo de cada vez


Amanhã é dezembro.
No hemisfério norte, a neve chegou e deixou tudo branquinho e o céu acinzentado.
No sul, o sol brilha forte e só se apaga com as nuvens carregadas que trazem consigo o que costumamos chamar de chuva de verão. Rápidas e intensas.
Mas por dentro, continua tudo em black and white scale. Tenho umas boas semanas pensando positivamente que as coisas vão mudar e um dia, um dia apenas que me mata. Vai chegando de mansinho e a sensação de estar esquecida aqui aumenta em uma proporção que me dá vontade de sair gritando pela rua.
Tenho pressa, mas preciso e acho que estou aprendendo a dar baby steps.
É assim que as coisas funcionam, não como eu desejo.
Preciso fazer algo para melhorar. Quero crescer profissinalmente. Como indivíduo. Quero ser melhor.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Continue pensando... quem sabe dá certo...


Vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo...

Me sinto isolada aqui. Meio esquecida por todos.
As coisas não acontecem como gostaria que acontecessem e por isso, esse teste de paciência simplesmente tira o restinho de paciência e todo o esforço que faço não dá em nada. Se bem que não tenho feito praticamente nada ultimamente. E ainda fico reclamando que nada acontece. Humpf! Até parece que as coisas vão mudar de uma hora para a outra e meus desejos cairão no meu colo...
Gostaria de receber apenas uma resposta... aquela que faria meu dia iluminar!
Eu tenho que continuar pensando:

Vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo... vai dar certo...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Rugas de alegria


Tantas coisas acontecendo por aí e eu, aqui, olhando pela janela e vendo o tempo esvair.
Uma angústia me corrói a alma, mas lá no fundinho tenho a sensação que isso vai passar. Está passando. Passou...
Não sei ficar parada. Eu sou, diz o meu mapa astral. E eu complemento: sou aquilo que eu faço e faço com gosto, portanto, sou ótima no que faço. E não venha me dizer que não sou capaz, pois ninguém me conhece. Ninguém sabe como eu cheguei até aqui. O meu caminho é muito diferente do seu.
Estou me preparando psicológica e fisicamente para um novo desafio.
Por enquanto, me preocupo com um dia de cada vez. Baby steps.
Não vou mais pirar para programar o minuto seguinte, as tarefas diárias. Apertarei o botão FODA-SE e descansarei minha beleza. Farei o que for possível, da melhor maneira possível, sem estresse, porém, com a ética e profissionalismo de sempre.
Desencanei. Estou mais feliz, mais bela e mais magra! Não quero mais rugras de preocupação, tão profundas e sem viço. Quero rugas de alegria, de tanto rir, de sentir prazer pela vida, pelos amores e por mim.


1 - Afaste-se de pessoas e fatos negativos;

2 - Acredite em você. Valorize suas ideias e intuições;

3 - Não reclame. Não fale mal dos outros;

4 - Ilumine bem sua casa e seu trabalho. Luz traz alegria;

5 - Tenha foco. Decida o que quer e concentre sua energia;

6 - Invista em você. Tenha uma atitude de aprender sempre;

7 - Comprometa-se! Participe! Faça mais que os outros esperam;

8 - Preste atenção aos detalhes. Um detalhe faz a diferença;

9 - Cuide-se. Goste de você. Vista-se bem;

10 - Pare de chorar! Aja! Erre! Só não erra quem não faz!

(Prof. Luiz Marins - 10 Dicas para viver com entusiasmo)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Educação digital é bom e eu gosto

Já li e vi de tudo na net. Sei que às vezes a gente conversa nas mídias sociais sozinho. Ninguém responde... Mas mesmo esse desabafo de milhões de pessoas que não têm como se comunicar senão por essas redes, gera polêmica. Coloca-se na roda então o tipo de assunto que as pessoas estão postando sem se importar com as consequências de suas palavras, como se ninguém do outro lado da tela do computador acompanhasse.
Mesmo sendo apenas um desabafo, gritando pra alguém ouvir, precisamos maneirar um pouco. Saber que o que se digita aqui, o MUNDO tem acesso.
Liberdade de expressão não é afrontar outras pessoas, humilhá-las ou menosprezá-las em seu credo, raça, condição social ou qualquer outra característica que não agrada alguns poucos mal informados.
Liberdade de expressão é saber muito bem que suas palavras afetam outras milhares de pessoas. Foi por isso que sempre sonhei em ser jornalista. O ato de escrever requer muita responsabilidade. E tudo o que está no papel (no nosso caso, nas mídias) é levado muito à sério. É como se fosse um contrato com o leitor. Ele pode aceitar nossa opinião ou não, mas temos que estar atentos quanto ao uso da palavra e respeitá-lo. O leitor não é burro.
Incitar o preconceito, o racismo, a discriminação é crime. Não acredito que houve uma orquestração político-ideológica quando aquela estagiária postou "seus pensamentos" quanto a vitória da candidata da situação à presidência e sim, um desrespeito absurdo com seus compatriotas, uma falta imensa de educação com seu povo e com a democracia.
Já disse aqui que preferia outro candidato à presidência, mas nunca subestimei a capacidade de um outro cidadão em fazer suas escolhas. A maioria escolheu, a maioria venceu. Isso é democracia e respeito à opinião alheia.
Portanto, acredito que todos têm direito à expressão. E não estou aqui apoiando a censura ou restrição do uso das mídias. Muito pelo contrário. Estou sim, apoiando o direito de expressar seu pensamento sem agredir o próximo. Críticas haverão, mas é preciso aguentar o tranco a partir do momento que você se dispôs a dar sua opinião. Apagar as contas após o abuso não significa arrependimento.
Isso que a estagiária e tantos outros que deram RT às mensagens de discriminação fizeram traz à margem das discussões a falta de educação e cultura de alguns milhares.
Leiam. Informem-se. Argumentem. Discutam. Não abusem de um poder que está em nossas mãos e que tem como objetivo mudar a história, a nossa história. O que escrevemos hoje será história amanhã, portanto, pensem antes!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

My burn out

Bom, acho que já sei porque me sinto tão mal. Não sabia responder até mesmo para meu médico, mas após ler um artigo sobre Burn out na Folha.com, acho que estou no caminho.
O artigo conta como esse transtorno psíquico afeta a vida de quem rala e se sacrifica pelo emprego. Pode ser desencadeado por situações contínuas de estresse no trabalho, mas não é apenas estresse acumulado. É mais. É pior. É como me sinto.
A doença ataca pessoas dedicadas demais ao trabalho. Elas descobrem que nada daquilo que se dedicaram valeu a pena. É uma exaustão na alma. As pessoas não se sentem mais conectadas com o trabalho, ficam sem vontade de produzir. Há uma desilusão, uma sensação de esforço demais e recompensa de menos.
Às vezes, fico muito triste; outras, choro copiosamente como uma garotinha; outras, peço ao universo para sair daqui mas ninguém ouve... então, fico em silêncio e as pessoas acham que estou de mau humor...
E para piorar, já estamos em novembro. Não vejo boas perspectivas para este fim de ano. Enviei centenas de currículos, mas não houve resposta alguma. Esperava mudar de emprego antes do Natal, mas pelo visto, estarei por aqui por mais algum tempo, infeliz.
Plus, me sinto completamente desiludida com minha profissão. Ainda hoje pela manhã, respondi uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, sobre o perfil dos profissionais de Comunicação no Brasil. E, uma das perguntas era: "qual seu próximo plano profissional para o futuro". Dentre as várias opções - novo emprego, promoção no trabalho atual, aprender nova habilidade, mudar área de especialização, entre outras - escolhi a opção para minha situação emocional atual: abandonar a área.
Eu ainda não sei se Jornalismo é minha paixão. Eu nem sei se eu tenho uma paixão.
Espero que consiga entender agora, dr. Pedro.

domingo, 31 de outubro de 2010

Saúde, educação e ética

Deixando as opiniões políticas de lado, esse é um momento histórico para o país, com a eleição da primeira mulher à presidência. É fato.
Não sou fã dela e nem de seus companheiros de partido. Aliás, sou bem cética quanto a isso, mas prefiro acreditar que o país continuará crescendo.
O que eu realmento quero é que a educação, a saúde e a ética sejam pontos base de seu governo. Que ela cumpra realmente a metade do que disse, pois o trabalho para a erradicação da miséria é árduo, difícil, mas não impossível.
O mérito, opinião minha, não é dela. Sem o apoio do presidente Lula, Dilma não teria sido eleita.
Tenho medo. Espero que esteja errada. Que 2011 seja um ano bom para todos. E que os anjos digam Amém!
Caso contrário, 2012 está bem perto!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Delírios de consumo!

Não resisti. Já é quase uma da manhã e tive que vir aqui, compartilhar o que me aconteceu hoje.
Saí com minha mãe. Não tínhamos nada de muito importante para fazer no centro, então, resolvemos passear, após passar no banco para fazer um saque, no lado chique da cidade.
Olhando as vitrines, comentei que precisava comprar umas roupas, pois trabalhar na redação, me fez sentir como se tivesse passado uma temporada no SP Fashion Week e eu era a repórter nerd que não ligava para o que vestia "porque essa não era a minha vibe".
Já sou uma jovem senhora e ainda não consegui achar meu estilo. Odeio roupas com listras verticais (as cor-sim-cor-não), floridas, transparentes e com babados. Sou chaaaaaaaaaaata ao extremo para escolher roupas. Gostaria de ter um personal stylist para me ajudar. Não se engane: adoooooro fazer compras, mas tenho que estar no dia certo, ou seja, bem longe da TDM (no meu caso é D de durante...).
Enfim, paramos para olhar uma vitrine que me atraiu. Minha mãe gostou de umas regatinhas. Logo que comentamos, a vendedora saiu de dentro da loja para nos mostrar as novidades. Lembrei da Tuna, saindo do açougue para caçar os clientes na calçada (kkkkk, sorry, Tuna...). Pensei: posso comprar umas duas blusinhas e pagá-las com cartão. Comecei a ver as araras e não gostei muito dos modelos que a vendedora mostrava. Meu sexto sentido gritava: saia logo dessa loja!!! Insisti.
Tratei logo de dizer minhas preferências, pois vi que a vendedora estava empurrando as peças (não estou julgando, mas acho que a vendedora precisava ser mais precisa em conhecer um pouquinho sua cliente) e fui procurar outras peças nas araras. E adivinha: ela insistia em mostrar peças super decotadas, com listras e floridas.
Achei duas peças que me chamaram a atenção na loja toda. Fui experimentá-las. Enquanto isso, minha mãe achou vestidos, coisa rara para uma senhora de 70 anos.
Experimentamos as peças. Eu costumo olhar a peça para ver possíveis erros de costura. Minha mãe escolheu um vestido. E lá estava eu, no provador ao lado, dizendo pra vendedora que aquelas peças não me agradavam porque eram decotadas, transparentes, apertadas, floridas, listradas. Até que escolhi três peças.
Fui pagá-las. Meu espanto: mais de 300 reais por duas blusinhas e um casaquinho. Na minha atual situação (que prefiro não comentar), com esse dinheiro faço uma p*** compra na Maria Marcolino e na rua Oriente em Sampa. Para não me enrolar com a fatura do cartão, resolvi levar uma blusa e o casaquinho. Pedi que fizesse no crediário. Fui olhar o casaquinho e vi a etiqueta: mais de 100 reais por uma peça com uns 40 centímetros de pano e renda. Sim, 20 centímetros de pano e 20 de renda. Fiquei boquiaberta pelo preço, pela cara de pau da vendedora de dizer que o casaquinho era uma peça de acessório e por mim, que mesmo assim levei a peça.
Pior ainda foi ouvir da vendedora que minha compra não passou no cartão. Tentamos 3 vezes e nada. Me lembro muito bem de ter pago a fatura cinco dias antes da data e de ter limite. Minha mãe se ofereceu para colocar no cartão dela junto com seu vestido. Surprise, surprise. O cartão dela também foi rejeitado pela tal maquininha. Ligamos para o 0-800 do cartão e, tinha um óoooootimo limite para compras. Quando resolvemos desistir da compra após o vexame dos cartões, a vendedora já tinha retirado as etiquetas, embalado as roupas nas sacolas. Fomos obrigadas a levar as peças no crediário da loja...
Eu não precisava realmente da roupa, mas num delírio consumista durante a Tensão, levei a roupa por questão de honra, independente do cartão colaborar ou não.
Foi ridículo. As vendedoras dizendo que era normal aquele tipo de problema com cartão. E nós duas totalmente envergonhadas, querendo desistir da compra e não ter entrado nunca na loja. Saímos de lá constrangidas, com remorso de termos comprado sem necessidade.
Agora percebo que a saída da vendedora da loja para nos interpelar na calçada, olhando a vitrine, foi puro golpe de marketing! Ela soube realmente vender. Saímos de lá com a sensação de dever um favor à pobre funcionária. Com apoio total e irrestrito de nossos cartões!
Da próxima vez, juro, juro que passo na calçada sem mover qualquer músculo do pescoço para olhar pra qualquer vitrine que seja!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Segundo round

É engraçado como a cultura e a educação influenciam sobremaneira as nossas escolhas.
Quando temos acesso à educação, podemos analisar mais criticamente nossos candidatos e suas plataformas eleitorais. Não apenas os candidatos, mas teríamos mais argumentos para questionar os políticos que escolhemos e que não estão fazendo seu trabalho.
Ainda assim me espanto com as pessoas nas ruas, comentando sobre o segundo turno da eleição para presidente. E me espanto mais ainda quando as pessoas se doem por seu candidato não ter sido eleito no primeiro turno como se isso dependesse sua vida.
Os valores inverteram. São eles, os candidatos, que precisam de nós, dos nossos votos, da nossa aprovação. Eles precisam mostrar que estão aptos a exercer esse cargo. Não devemos a eles nenhum favor, pois esses candidatos serão nossos representantes. É do nosso bolso que sai o dinheiro para o pagamento do salário desses candidatos.
Fico triste porque o país ainda não investiu o suficiente na educação para que a população tivesse condições melhores para analisar e criticar (de propósito ou não, não sei...). Talvez educação e cultura ainda não estejam na pauta dos candidatos e muito menos na vida dos brasileiros. Imagino como será o futuro do país... aliás, não quero saber.
Portanto, vamos para a segunda etapa. Espero que Deus olhe por nós, brasileiros, porque se depender da vontade da maioria, estamos fritos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Se cercar, vira hospício; se cobrir, vira circo!


Aqui estou. Tentando configurar meu micro, pois meu teclado evita ardentemente acentuar as palavras. Ce cedilha não existe... o ponto de interrogação é tecla mística.
Mas não estou aqui para questionar a configuração do meu micro e sim, para desabafar.
Até agora não consegui escolher meus candidatos para esta eleição. Se bem que há várias eleições que meu voto é sofrido. Estas não são exceção.
Já tenho meu candidato a presidente, mas não é o meu ideal. Menos ainda os candidatos a governador, senador e deputados. A vaga para candidatos a deputados virou chamariz de voto para membros do mensalão e candidatos fichas suja (aliás, toco nesse assunto mais pra frente), além de ter que aguentar sub celebridades, ex-jogadores, palhaços, entre outros esquisitos.
Na reta final, vejo alguns candidatos como potenciais, mas nenhum capaz de ter um programa de projetos que seja realmente posto em prática. A luta pela vaga é disputada não por candidatos, mas pelos marketeiros. Mostram um Brasil lindo, com economia e educação dignos de primeiro mundo. Mas o que vemos é um país que ainda não possui sequer cultura para separar o joio do trigo. Um país em que as pessoas ainda trocam voto por dentaduras, botinas, dinheiro.
Outra vergonha é o país ter que obrigar seus candidatos a ter ficha limpa. Para ser candidato, a ética e a honestidade tinham que ser inerentes ao caráter da pessoa. Não uma obrigação e sim, uma qualidade.
O futuro político do país precisa ser levado a sério. Olhando bem para os candidatos e seus projetos dá uma vontade de reclamar, mas o voto de protesto leva para o congresso membros do mensalão e outras espécies de malandros e afins. Políticos confundem política com politicagem e dá nisso: se cercar, vira hospício. Se cobrir, vira circo, como dizia meu bisavô.
Agora nos resta apertar as teclas e rezar para que as pessoas que nos representarão sejam dignas do salário que receberão e que sai dos nossos bolsos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pior que está fica sim!

Eleger um candidato é uma oportunidade de fazer valer sua voz. O deputado, prefeito, senador, governador ou presidente são seus representantes e portanto, devem servi-lo com ética e senso de justiça.
Entretanto não é assim que o processo eleitoral acontece no país. Muitos são os candidatos que estão concorrendo a uma vaga simplesmente pela oportunidade de ter um cargo público e usufruir de seus benefícios, estes, pagos com nosso trabalho dentre as várias taxas e impostos, muitas vezes abusivos.
É por esse motivo, também, que devemos ter em mente o voto consciente. Há décadas o eleitor se depara com candidatos despreparados, com venda de voto, com promessas e escândalos em época de eleições.
As denúncias e escândalos provam o quanto os candidatos eleitos se mostram ávidos pelo poder e cercados pela corrupção. As promessas são engavetadas, algumas vezes cumpridas, mas muitas esquecidas após a campanha. Serviram apenas para ganhar a confiança do eleitor indeciso. A venda de votos não acontece apenas no sertão ou nos rincões do interior. Está muito mais enraizada em nossa cultura, agravada pela falta de assistência e de qualidade de vida da população.
Entra campanha, sai campanha, e de quatro em quatro anos aparece alguém que se transforma no maior sucesso da temporada. Com a falta de opção, aparece em primeiro lugar nas pesquisas com 900 mil votos. Escolhem o palhaço, muitos lavrando assim seu protesto. Outros, achando que esse personagem engraçado pode representá-los, ingenuamente.
O voto de protesto já aconteceu em eleições anteriores. Lembro até mesmo de uma eleição em que um animal do zoo (se não me falha a memória) foi o mais votado. Entretanto, o candidato travestido de palhaço não tem a menor noção da importância de um deputado federal para a sua região. Me surpreende ainda mais o partido, aceitá-lo na legenda. Mas dizem os especialistas que há algo por trás dessa candidatura. 900 mil votos é muito além do necessário para se eleger. Os votos excedentes, segundo eles, vão para o partido ou para a coligação. Nesse caso, o voto proporcional poderá eleger também candidatos ligados ao escândalo do mensalão.
Nota-se pelo teor das entrevistas, pelos programas do horário eleitoral e pelos debates que já foi a época que os candidatos traziam programas e projetos e explicavam as propostas claramente e polemizavam quando preciso. As entrevistas e debates ficaram mais amistosos, muito mais chatos, deixando escapar evasivas e perguntas sem respostas. Um candidato tem propostas interessantes, mas evita falar, buscando apenas o apoio de seu antecessor pois este é popular. Um outro, não possui propostas e quando interrogado, desvia o assunto. Um terceiro tem proposta, mas não consegue ser conciso, claro, chegando ao ponto da incompreensão e da falta de senso de oportunidade em adquirir simpatizantes com as falhas de seus adversários. E assim por diantes, vivemos nós eleitores, aturdidos com nossos representantes e nas mãos de seus partidos, que preferem a politicagem ante a política.
O voto consciente não vale apenas para o dia 3 de outubro. Ele será nossa voz, nossos olhos e consciência por longos quatro anos e além. O futuro do país está em nossas escolhas, em nossos representantes. Eles são muito mais que nossos funcionários (já que parte de nossos impostos pagam seus salários), são a chance de melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiros. Os 135 milhões de eleitores têm nas mãos a chance de fortalecer a democracia.
Não estou fazendo apologia ao voto branco ou nulo. Muito menos generalizando e afirmando que todos os candidatos fazem parte dessa escória que assola a política brasileira. Temos - e tivemos - bons exemplos na política. Sua memória é boa? Então você certamente se lembra. Quem tem memória curta, pensa apenas no presente, e acha que pior que está não fica...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ser ou ter? Eis a questão...

Me sinto vazia, sem rumo. Acredito que todas as pessoas que se viram na mesma situação que me encontro questionaram, um dia, se fizeram as escolhas corretas.
O que mais pesa em tudo o que eu faço, é o lado profissional. Ficar num beco, sem saída, esperando que um milagre caia do céu, não faz meu tipo. Mas, pergunto: que fazer? Não tenho por onde começar a procurar. Poucos são meus contatos em São Paulo. Outros poucos em Sorocaba. Quero começar algo novo, que me desafie, e suplico ao universo que ele conspire a meu favor e um dos e-mails e currículos que enviei, ao menos, seja respondido.
Gostaria muito de voltar a morar em Sorocaba. A cidada é tão acolhedora, as pessoas são mais sensíveis e menos estressadas. Lembro-me de uma tirinha da Mafalda, que reclamava: "E não é que neste mundo tem cada vez mais gente e cada vez menos pessoas?!". Entende? Ninguém quer colaborar, ajudar, não são pessoas; são indivíduos com suas necessidades em primeiríssimo lugar. Não importa o quão capaz você seja. O que realmente importa é se você se encaixa no padrão que eles acham ser correto.
Ah, indiferença... esse mal que atinge a grande maioria das pessoas e elas nem percebem que contraíram o vírus.
Talvez eu esteja infectada com tal vírus, pois passamos por situações ou vemos em nosso dia a dia pessoas sofrendo e achamos que isso faz parte da nossa realidade. Acabamos aceitando a vida como ela é. E nem agradecemos ao universo tudo o que somos e o que temos.
Mas ainda assim, reluto em acreditar que existam mais pessoas más, invejosas, traiçoeiras do que pessoas engaijadas, corajosas, capazes. Talvez ainda viva no país das maravilhas. Quem sabe um dia essas pessoas percebam que o ser é mais importante do que o ter.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

10 coisas...

"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirige o meu carro
E odeio o seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar nem um pouco
Nem por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"

Irada, mal paga e ****

Esperar por algo ou alguém, para mim, é a coisa mais torturante que existe. Quando são as duas coisas, quase arranco os cabelos de ansiedade.
Não sei como pode acontecer, mas aconteceu. Fracassei um pouquinho mais. Quase nem foi minha culpa... Não tenho certeza do que estava fazendo lá. Mas acreditem: foi a melhor e a pior experiência que já vivi. Se não cresci profissionalmente falando, não acontecerá novamente.
Pensei outro dia com meus botões: ser jornalista é a pior coisa que se pode escolher pro seu futuro. É sério! Vocês conhecem um repórter milionário?? Famoso tem aos montes, afinal, hoje qualquer um tem seus 15 minutos de fama. Mas eu não quero fama. Eu quero ser reconhecida pelo meu talento e capacidade. E, claro, ter um bom salário, porque trabalhar de graça, vocês já sabem né?
E foi com essa insatisfação que me imaginei no lugar de várias pessoas. E não tem jeito: vou acabar vendendo água de coco na praia! Primeiro, porque estou ficando cada vez mais nervosa com a falta de educação das pessoas. Tenho vontade de sair dando sapatada nesse povo sem noção que acha que são donos das ruas, dos metrôs, que te empurram, te acotovelam, que atendem mal, que quase te atropelam, aff!
Segundo, porque a concorrência é grande. Pronto, falei! Outro sábado, finalmente saí. Fui a uma danceteria com amiga e o que eu constato: ou é gay (sem ofensa alguma, afinal adooooooro) ou é emo ou é sapata. Bom, o lugar é próprio para esses frequentadores, a música é muito boa, mas eu não faço parte desse público. E, pra variar só um poquinho, lá também te empurram, te acotovelam no estômago, te atendem mal e de lambuja, te passam a mão.
Agora, preciso ter a paciência de um santo para refazer minha vida, recomeçar e aguentar a educação dinamarquesa desse povo. E mesmo sendo jornalista, não consigo descrever, não consigo achar as palavras certas para expressar minha indignação. Só sei que a humanidade está caminhando. Talvez para o fim do mundo...


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Volta aos tempos áureos

Como as coisas mais simples fazem falta quando você não as realizam? Um simples chopp num barzinho com os melhores amigos faz uma faltaaaa...
Poder falar besteira sem ser censurado, trocar ideias insanas, teorias de conspiração contra gente chata e perseguidores, botar as fofocas em dia... é tãaaao bom! É tão bom rir! Rir dos amigos e com eles!
Pena que mal deu tempo de convidar todos os amigos. Falei com a Caah por pouco tempo, sinto falta da Mary.. Foi uma passagem rápida pela cidade que eu amo de paixão. Nem deu tempo de tirar fotos para atualizar as redes sociais, mas valeu muito a pena, especialmente no momento em que me encontro. Me perdi? Sim, me perdi e não sei que rumo tomar...Não para onde ir ou que direção tomar para poder iniciar outro caminho. Mas só de saber que posso contar com eles em qualquer situação, me alivia a alma.
Minha alma está pesada. Ainda penso que foi culpa minha, que fracassei mais uma vez. Entretanto, meus fracassos e erros são tão pequenos diante de meus melhores amigos.